segunda-feira, 29 de julho de 2013

Arquiteto da Arena Corinthians garante: “A proximidade com o campo e a qualidade da visibilidade são excelentes”

15h 29/07/2013 - Arena CorinthiansAgência Corinthians
© Marcos Favari/Odebrecht
Arena Corinthians deve ser inaugurada no próximo mês de dezembro
Arena Corinthians deve ser inaugurada no próximo mês de dezembro
A nova casa do Sport Club Corinthians Paulista está ficando pronta. Com mais de 82% de avanço, a Arena Corinthians deve ser inaugurada no próximo mês de dezembro. Além de receber o Timão, o estádio será palco de seis partidas da Copa do Mundo de 2014 – abertura, outros três jogos da primeira fase, uma oitavas de final e uma semifinal.
Nesta segunda-feira (29), Aníbal Coutinho, principal arquiteto da Arena Corinthians, conversou com a Agência Corinthians e garantiu que “a proximidade com o campo e a qualidade da visibilidade são excelentes”. Confira o bate-papo completo com o profissional:
Qual são os principais pontos em andamento na obra atualmente?
Aníbal Coutinho: Estamos trabalhando os forros, a iluminação, colocando os pisos, a parte de mármore e granito está entrando, e o revestimento dos pilares. Também o revestimento da fachada externa já está sendo feito, com as placas grandes de cerâmica, que têm 3 metros por um, além da colocação do vidro da fachada da frente, que é a parte mais difícil da obra.
E a obra está dentro do prazo?
AB: Está tudo dentro do prazo. Apesar de toda a dificuldade da obra, de todos os materiais que vêm do exterior, de toda a dificuldade técnica, o prazo está sendo rigorosamente cumprido.
Sob o seu ponto de vista, qual é a parte mais bonita da obra?
AB: A parte mais bonita da obra está começando agora, que é a fachada da frente com todos os vidros, que são bastante interessantes por serem de dupla curvatura. É uma fachada de uma dificuldade técnica muito grande. É considerada a fachada mais difícil do mundo hoje em execução. Vai ficar muito bonita!
A parte de trás também ficou surpreendentemente muito boa, onde a gente tem aqueles vidros com os pontos de pontos de lead, que se transformam em tela de televisão e funcionaram extremamente bem.
Para o torcedor, qual será a parte mais interessante do estádio?
AB: Do ponto de vista do torcedor, a parte mais interessante é a visibilidade do estádio. A proximidade com o campo e a qualidade da visibilidade são excelentes. Todos que visitam a obra elogiam e dizem que não tem ponto ruim no estádio. E isso, pra nós, é muito bom.

Fernando Ernesto faz boa estreia no Mundial de Natação de Barcelona

17h06 29/07/2013 - NataçãoAgência Corinthians
© Divulgação
Fernando Ernesto volta às piscinas nesta quarta-feira para os 100m livre
Fernando Ernesto volta às piscinas nesta quarta-feira para os 100m livre
No último domingo (28), Fernando Ernesto, atleta do Corinthians, estreou no Mundial de Barcelona nadando a eliminatória e a final do revezamento 4x100 livre. Após superar em quatro décimos a marca da manhã, com o tempo de 48s98, o nadador alvinegro contribuiu para a sétima colocação da equipe brasileira.
Com Nicolas Nilo, Fernando Ernesto, Vinícius Weked e Marcelo Chieriguini, pela ordem, a equipe brasileira ficou com a sétima colocação geral com o tempo de 3m14s45. Desde 2009, a equipe não nadava uma final de Mundial.
Fernando Ernesto volta às piscinas nesta quarta-feira (31) para os 100m livre, mas, antes, nesta terça-feira (30), Leonardo de Deus faz a sua estreia nos 200m Borboleta.  

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Congratulations Matão !!!!

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Parabéns a E E Padre Manuel da Nóbrega pelos Títulos conquistados na Copa Petrobras ,fase De dos Jogos Escolares do Estado de São Paulo e fase Inter DE dos Jogos Escolares do Estado de São Paulo.
Agora as Meninas de ouro do Matão irão disputar os Jogos Estaduais sobe o comando vencedor do Professor Paulo Leonis de Linica.
Boa Sorte queridos !!!!
Sinto muito orgulho de Vocês !!!
Por Miriam Galdi
Coordenadora de Jogos da Diretoria de Ensino Região Centro

terça-feira, 14 de maio de 2013


Os impactos da política educacional de municipalização frente à presença do professor de educação física nas séries iniciais do ensino fundamental

Cássia Maria Hess, Eliana Toledo Ishibashi

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/2175-8042.2012v24n39p151
As políticas educacionais e a legislação, ainda que tenham boas intenções, nem sempre colaboram para a transformação da realidade. Este artigo analisará os impactos da municipalização na presença do professor de Educação Física nas séries iniciais do E.F. Sendo qualitativo, descritivo e documental, a amostra foi composta por 12 cidades, 32 professores e 15 diretores, que responderam um questionário. Concluímos que antes da municipalização 60% das escolas já tinham professores formados em Educação Física lecionando as aulas nas séries iniciais do Ensino Fundamental e atualmente, após a municipalização, 100% dos professores já são graduados na área.

Palavras-chave


Municipalização; Legislação; Professor de Educação Física; Educação Física
Texto completo: PDF/A 

Motriviv. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil, ISSNe: 21758042.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


Um dos personagens da semifinal com São Paulo, Cássio fala sobre as penalidades

05/05/13 - 19h00 - FutebolAgência Corinthians
© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Clique na imagem e deixe seu recado para o goleiro do Timão
Clique na imagem e deixe seu recado para o goleiro do Timão
Neste domingo à tarde, o Corinthians superou o São Paulo nos pênaltis, no Morumbi, em confronto válido pela semifinal do Paulista. Um dos personagens da partida foi o goleiro Cássio, que defendeu a cobrança de Luis Fabiano.
Entusiasmado, Cássio falou sobre o lance envolvendo a cobrança de pênalti de Pato, que o juiz mandou voltar. "O Rogério faz muito isso, ele adiantou mesmo. Foi exagerado o avanço e o juiz, corretamente, voltou. Ele deu uma adiantadona" explicou o arqueiro, antes de admitir que também se adiantou, mas não na mesma proporção. "Eu dei uma adiantadinha", finalizou.
Além disso, o goleiro do Timão deixou claro que o juiz avisou, antes das cobranças, que não seria tolerante com a infração de se adiantar. " O árbitro pediu muito para termos cuidado. Um pouco passa, mas do jeito que foi não dá", explicou.
Cássio aproveitou e também parabenizou a cobrança de pênalti de seu companheiro Alexandre Pato "Eu rezei muito, mas sabia que o Pato faria. Ele faz muitos gols de pênalti. Se o Rogério não tivesse adiantado, ele já teria feito antes", concluiu.
O Corinthians encara o Santos na final do Paulistão, no próximo domingo. Os locais da partida serão definidos no decorrer desta semana. 

O TÉCNICO COMO FONTE DE STRESS EM ATLETAS JUVENIS DE BASQUETEBOL E TÊNIS 

Miriam Galdi; Felipe de Paula Santos; Saul Sebastian Orozco Gallegos; Dante De Rose Junior
Grupo de Estudos e Pesquisa em Psicologia do Esporte/Departamento de Esporte/EEFEUSP) 
            O esporte tem inúmeras fontes de stress relacionadas ao processo competitivo. Entre essas fontes, o técnico é citado por atletas de alto nível como uma das mais frequentes (De Rose Jr., 1999). Desta forma, os objetivos deste estudo foram: classificar as situações de stress relacionadas ao técnico, verificar a correlação entre elas em equipes de basquetebol e tênis e identificar quais eram as situações que causavam stress mais elevado em atletas desses dois esportes. A amostra foi constituída por 136 atletas de basquetebol (75 rapazes e 61 moças) e 37 atletas do tênis (19 rapazes e 18 moças) na faixa etária de 15 a 18 anos, todos competindo em eventos oficiais das respectivas federações no Estado de São Paulo. Para a coleta dos dados foi utilizado um formulário para identificação de situações causadoras de stress, desenvolvido originalmente para o basquetebol e adaptado ao tênis pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Psicologia do Esporte da EEFEUSP. Os questionários foram entregues aos atletas, que tiveram 15 dias para devolvê-los respondidos. Após a compilação das respostas, as situações relacionadas ao técnico (ao todo 17) foram classificadas para cada esporte e sexo, de acordo com o percentual acumulado de respostas dadas nos níveis 4 (provoca muito stress) e 5 (provoca stress muito elevado). A correlação foi obtida através da utilização do Coeficiente de Correlação de Postos de Spearman (rs). Esta correlação mostrou resultados estatisticamente significantes (p < 0.01) em todas as análises: Basquete masc/Basquete fem (rs = 0.86); Tênis masc/Tênis fem (rs = 0.65); Basquete masc/Tênis masc (rs = 0.77); Basquete fem/Tênis fem (rs = 0.72). Esses resultados mostraram que as situações foram classificadas, em ordem de importância, pelos atletas dos diferentes esportes e sexo de forma muito semelhantes. Considerando o grupo total de atletas (n = 173) pode-se determinar, através do percentual de respondentes, as situações relacionadas ao técnico, que mais provocam stress em atletas juvenis: 1º Técnico que privilegia determinado jogador (a); 2º Técnico que não reconhece o esforço do (a) jogador (a); 3ºTécnico que só critica; 4º Técnico que só enxerga o lado negativo. Esses resultados mostram que os atletas percebem o técnico como uma figura importante para seu desenvolvimento esportivo e que suas atitudes podem influenciar no comportamento esportivo e desempenho dos mesmos.
       Projeto financiado pela FAPESP

Psicologia do esporte: apropriando a desapropriação


Erika Höfling Epiphanio
Doutoranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, pela Universidade de São Paulo


Este artigo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre a Psicologia do Esporte como um novo campo de trabalho para os psicólogos. As áreas de atuação da Psicologia do Esporte, serão apresentadas em conjunto com um histórico de seu surgimento e desenvolvimento. Os problemas enfrentados por esta área também serão explorados.
Este artigo fará uma reflexão a respeito de uma área da Psicologia que encontra-se descoberta no cenário nacional, a Psicologia do Esporte.
A Psicologia do Esporte teve seu início entre final do século XIX, início do século XX (De Rose Junior, 1992). O surgimento de reflexões envolvendo Psicologia e Atividade física se deu a partir de uma demanda do meio esportivo. Em função do alto índice de aperfeiçoamento técnico dos atletas, percebeu-se que haviam atitudes psicológicas que favoreciam alguns atletas, o que motivou o início das investigações dos fenômenos psicológicos relacionados à prática esportiva (Epiphanio, 1997).
No Brasil seu início ocorreu mais tardiamente, na década de 50. Mais precisamente em 1954, com um trabalho realizado para seleção de juizes da Federação Paulista de Futebol. Após este trabalho, o psicólogo João Carvalhaes iniciou, junto ao São Paulo Futebol Clube, o acompanhamento psicológico dos jogadores (Silva, 1984).
O desenvolvimento desta área tem sido muito grande no mundo todo, possibilitando a emergência de mais uma grande área de atuação do psicólogo, como é o caso da Psicologia Clínica Escolar, Organizacional.
Isto, no que diz respeito ao aumento da consciência da necessidade de compreender o psiquismo dos atletas, bem como para uma efetiva interligação entre corpo e mente.
O desenvolvimento da Psicologia do Esporte retoma uma antiga discussão sobre a díade corpo-mente. A filosofia foi a ciência percursora desta compreensão com os escritos de Platão, que integram o corpo e a mente como uma totalidade inseparável. Outras ciências fizeram o movimento oposto, fragmentando o homem em duas partes: corpo e mente, como áreas de estudos e atuação não vinculadas. Atualmente, estamos presenciando um interessante retrocesso neste aspecto. Áreas como a psicossomática, por exemplo, vêm evoluindo consideravelmente, também, com base nesta compreensão. A Psicologia do Esporte pode, também, ser vista como um movimento de interligação entre soma e psiquê. Na psicossomática estuda-se a relação do psiquismo na doença física, como causador ou agravante. Já, na Psicologia do Esporte, compreende-se a relação do psiquismo com a saúde física e mental, por ser o esporte uma importante fonte de saúde. No entanto, não podemos negar a relatividade dos efeitos saudáveis do esporte de alto rendimento. Neste sentido, a Psicologia do Esporte tem investigado, entre outros aspectos, as possibilidades de reduzir alguns efeitos nocivos do esporte de rendimento. Muitos estudos comprovam que várias atitudes psicológicas auxiliam na prevenção de lesões no esporte, um dos maiores problemas enfrentados quando se trata de aperfeiçoamento e de rendimento, e ainda estes mesmos estudos mostram que a intervenção psicológica é um grande contribuinte no processo de recuperação do atleta lesionado. ( Heil, 1993; Smith, 1996).
Embora a Psicologia do Esporte tenha surgido a partir da demanda do esporte de alto rendimento, atualmente observa-se uma grande ampliação do enfoque de estudos e atuação nesta área. O que, a princípio, eram investigações para o meio esportivo, visando performance de atletas em competições, estendeu-se para investigações e aplicações relacionadas a atividades físicas cotidianas.
A seguir falaremos um pouco da área de atuação do psicólogo esportivo. A área onde encontramos a maior difusão é junto ao esporte de alto nível, por ser este o meio onde observa-se um maior investimento. O psicólogo atua junto a equipes esportivas, ou com atletas individualmente, no sentido de elaborar os conflitos que possam prejudicar o rendimento do atleta, proporcionando com isto, uma reelaboração de vida. Em esporte de alto nível, o psicólogo, também, atua como assessor e orientador de fenômenos psicológicos.
Uma outra interessante atuação do psicólogo em contextos esportivos estaria interligado a um movimento de ação social, rumo a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. O esporte pode e deve ser utilizado como uma ação social, pois é benéfico à saúde, é prazeiroso, e ainda pode ser uma perspectiva de futuro profissional. Esta é uma área de atuação que depende de investimentos por parte dos governos, realizando programas para crianças carentes, onde educação, saúde, alimentação e esporte caminhassem juntos, fornecendo, assim, uma nova possibilidade para crianças carentes que se encontram nas ruas, muitas vezes viciadas em drogas. Uma possibilidade de fazer algo benéfico à saúde de todos e ainda podendo criar possibilidade de futuro dentro do esporte. Não há dúvidas quanto a melhoria de vida que a prática esportiva, bem acompanhada, pode trazer a qualquer ser humano. Neste caso a Psicologia do Esporte seria de grande utilidade. Um psicólogo integrado em um projeto como este forneceria acompanhamento psicológico para estas crianças, trabalhando os futuros atletas, ainda em sua formação. Isso poderia prever futuros impedimentos psicológicos em competições e melhorar a qualidade de vida dessas crianças, pela estruturação psicológica que este acompanhamento poderia estimular.
A atividade física, de forma geral, também tem sido alvo de atenção de profissionais da área: a Psicologia compreendendo o significado do exercício físico na vida do ser humano. A evolução tecnológica aumentou muito os problemas de saúde decorrentes de maus hábitos alimentares e a diminuição de esforço físico no cotidiano das pessoas. Este fenômeno desencadeou investigações que comprovaram a eficiência da atividade física, para fornecer um reequilibro físico e mental para a vida da humanidade. Com isto abre-se uma nova área de atuação dos estudiosos da Psicologia do Esporte.
Como podemos ver, com esta breve apresentação de algumas possíveis atuação para o psicólogo esportivo, a Psicologia do Esporte, além de uma nova tendência mundial, é um novo mercado de trabalho. No entanto, quando falamos da realidade brasileira, nos deparamos com uma negligência em termos de formação profissional para esta atuação. No Brasil, ao contrário do que acontece no mundo, a Psicologia do Esporte não faz parte do currículo básico da grande maioria das Universidades. Sendo assim, os psicólogos ficam limitados nos processos de aquisição de conhecimentos e identificação profissional, permitindo com que profissionais de outras áreas (educadores físicos, médicos, fisioterapeutas, entre outros) se apropriem da Psicologia do Esporte. Segundo Machado & Gouvêa (1996), em 1978 apenas 19% dos trabalhos publicados na área eram pertencentes a psicólogos, 2,1% eram feitos por médicos e 53,6% eram de educadores físicos. Em 1993, no Congresso Mundial de Psicologia do Esporte, em Lisboa, os dados foram outros: 32,15% de trabalhos de psicólogos contra 40,4% de profissionais da Motricidade Humana. Estes dados refletem um quadro mundial, porém, com relação às estatísticas brasileiras ainda não temos estes dados. A autora deste artigo encontra-se envolvida em uma pesquisa, que estuda a história das publicações em Psicologia do esporte no Brasil. Esta pesquisa, embora não finalizada, mostra um quadro diferente: o índice de psicólogos publicando na área é muito menor 24%.
Nos cursos de graduação em Psicologia, temos várias disciplinas que embasam a prática clínica, assim como escolar, organizacional, o que facilita uma identificação: do futuro profissional, da área que deseja atuar, para poder se aperfeiçoar nela. A identificação dos profissionais e da Psicologia do Esporte é solitária e desbravadora. É importante ressaltar que a Psicologia do Esporte não é meramente a importação dos conhecimentos da Psicologia Geral para o contexto esportivo. Há teorias próprias para o conhecimento de uma realidade específica, como o contexto esportivo ( Horn, 1992).
Por outro lado, aos cursos de Educação Física, freqüentemente são ministradas algumas disciplinas de psicologia ( psicologia geral, psicologia do desenvolvimento, psicologia do esporte e psicologia da educação), o que, em princípio prepara melhor o educador físico, do que o psicólogo para o acompanhamento psicológico de atletas. Não há dúvidas que, o conhecimento de Psicologia do Esporte é de grande importância para o profissional de Educação Física, assim como, o psicólogo que irá trabalhar com pacientes psicóticos precisam ter uma base de psicofarmacologia, mas esta base, por melhor que seja, não lhe fornece o direito a medicar seus pacientes. Além da ética, que impede tal atitude, há por trás uma ausência aprofundada de conhecimentos fisiológicos, que apenas a formação médica garante para uma maior segurança, por exemplo, na reação das medicações. O mesmo também ocorre quando falamos de outros profissionais atuando como psicólogos do esporte, que não possuem a sensibilidade aos processos psíquicos, que apenas a formação em Psicologia garante. Identificar os conflitos de um atleta, ou de uma equipe esportiva, não é o mais difícil, mas saber promover um processo elaborativo requer aprofundamento psicológico, que a formação psicológica deve fornecer.
É importante que as universidades que possuem o curso de Psicologia percebam a Psicologia do Esporte como mais uma grande área de atuação para o psicólogo fornecendo, assim um investimento na formação dos futuros profissionais. O mercado de trabalho para os psicólogos, como para muitas profissões, encontra-se saturado. Encontramos inúmeros psicólogos obrigados a desenvolverem outras atividades, por não conseguirem o ingresso no mercado de trabalho, por ausência de empregos, refletindo na saturação do mercado. Por outro lado, temos uma área como a Psicologia do Esporte, abandonada pelos meios de formação acadêmica, sendo invadida por outros profissionais. Afinal, alguém tem que trabalhar a psicologia do meio esportivo, pois a demanda existe.

Referências bibliográficas
De Rose Junior, D. (1992). História e evolução da psicologia do esporte. Revista Paulista de Educação Física, v. 6, n.2, p. 73-8.
Epiphanio, E.H. (1996) A opção pelo triatlo como uma prioridade de vida: um estudo fenomenológico.Dissertação de Mestrado, Psicologia, PUCCAMP, Campinas.
HEIL, J. (1993) Psychology of sport injury. Human Kinetics, Champaing,Il.
HORN, IS. (1992) Advances in Sport Psychology. Human Kinetics, Champaing, Il.
Machado, A. A.; Gouvêia, F. C. (1996) Psicologia do esporte: discussões preliminares. PSICO-USF, Bragança Paulista, v.1, n.1, p.99-108.
Silva, A.R. da (1984) Alguns temas de psicologia do esporte revisitados. Arquivos brasileiros de psicologia. Rio de Janeiro, v. 36, n. 1,p. 113-20.
Smith, A.M. (1996) Psychological impact of injuries in athletes. Sports Medicine, v.22, n.6, p. 391 -405.